E tudo isto acontece... no fundo da gente (3)

(Cont...) Desculpem o atraso de dois dias na nossa história... mas as viagens não permitiram a continuação imediata... Segue hoje. Lembram-se que já tinhamos visto a relação da Coragem com a Vergonha... e ainda apareceu pelo meio o Medo... Vamos Continuar?!

A Vergonha e o Medo encontraram-se:
- Olá Medo, tudo bem? Sabes da novidade?!
- Não. O que aconteceu, Vergonha?
- Lembraste da Coragem? Ela decidiu ficar forte e só me tem desobedecido. E vê lá bem... ela já está a conseguir fazer as coisas de que mais gosta!
- O quê? A Coragem, aquela magricela, ficou forte? Eu não acredito!
- Ah é? Vamos então até à casa dela para ver se é mesmo assim!
Quando chegaram tocaram à campainha e a Coragem abriu a porta:
- Boa tarde, Coragem! - Disse o Medo, com a sua voz bem grossa.
- Olá Medo, tudo bem? - O Medo não acreditou no que estava a ouvir.
- Ó Coragem, estás a ver aquele cão raivoso, está a vir na tua direcção e vai morder-te?!
- Estou Medo, mas ele não me morde. O dono disse-me que ele era mansinho e estes dias já lhe fiz uma festinha !
O Medo arregalou os olhos. Não conseguia acreditar no que estava a ouvir. Ao mesmo tempo achou incrível a mudança da Coragem, sobretudo o facto de ela ter conseguido ficar forte.
- Meu Deus Vergonha, a Coragem mudou tão depressa! Eu acho melhor sermos amigos da Coragem!
- Tás doido Medo? Como é que nós vamos ser amigos da Coragem?!
O Medo e a Vergonha conversaram durante horas para pensarem como poderiam ficar amigos da Coragem, já que agora não a conseguiam assustar mais... Eles que sempre lhe tinham conseguido atrapalhar-lhe a vida.
Depois da conversa, o Medo foi brincar com os seus brinquedos favoritos, isto é, com as nuvens e os trovões, visto que era com eles que conseguia assustar muita gente, até mesmo a Coragem.

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E tudo isto acontece... no fundo da gente (2)

(Cont.)...

O Medo era muito amigo da Vergonha. Quanse sempre estavam juntos e adoravam fazer planos para chatear a Coragem. O Medo dizia:
- Coragem, escuta o barulho deste trovão, ah, ah, ah! E olha para aquele monte de nuvens cinzentas, cheias de chuvas e de raios,ah, ah, ah!
E a Coragem ficou encolhinha de medo. Quanto mais a Coragem se assustava, mais o Medo se divertia e se sentia mais poderoso.
Mas... e se a Coragem conseguisse arranjar uma maneira de ter os mesmos poderes do Medo e Vergonha?! Certamente seria mais fácil afastá-los. Se a Coragem ficasse mais forte, o Medo e a Vergonha iriam ficar encolhidinhos num canto.
Então, um dia, a Coragem convidou uma amiga, a Alegria, que adorava fazer com que as pessoas ficassem contentes e sorrissem. As duas fizeram um plano para que o Medo e a Vergonha não conseguissem mais chateá-las. Porque o Medo e a Vergonha faziam com a Alegria as mesmas maldades que faziam com a Coragem.

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E tudo isto acontece no fundo da gente...

Bem... vou dedicar os posts desta semana aqueles que desejam crescer interiormente tomando sempre mais consciencia dos seus sentimentos. A história é longa... como longa é a história dos nossos sentimentos... mas espero que se divirtam, e sobretudo, REFLICTAM... Aqui vai...

A Coragem era magrinha, fraca, comia pouco. E a Vergonha era forte, muito poderosa e adorava mandar na Coragem, proibindo-a fazer tudo o que ela gostava:
- «Vergonha, eu quero brincar com as outras crianças, quero correr e jogar à bola!»
- «Nem penses nisso Coragem! Tu vais ficar aqui quietinha neste canto, encostada à parede ou então sentada naquele banquinho, e não vais brincar!»

A Coragem chorava, chorava...
- «Meu Deus, Vergonha! Ontem fomos à festa de aniversário e tu não me deixaste nem pegar um bolinho! E mais, nem me deixaste ver o lindo teatro que preparam!»
- «Pois é! Vais ter que ficar "agarrada à saia da mãezinha", porque eu nunca te vou deixar brincar!»
A Coragem ficava muito, mas mesmo muito chateada. Porém como era mais fraca que a Vergonha, não conseguia fazer nada. Mas um dia, ela decidiu que queria ficar forte para enfrentar a Vergonha... (Cont.)

Participa tu também desta história!!!

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MARIA, MÃE DAS VOCAÇÕES


Na Mensagem para esta Jornada, o Papa Bento XVI convida-nos a viver “a vocação no mistério da Igreja”. Lembra-nos o Santo Padre que «a verdadeira fé abre as mentes e os corações ao inesgotável mistério de Deus” e é este “amor do Pai que se revela na pessoa de Jesus Cristo que nos interpela e chama. […]
Que este Dia Mundial possa oferecer, uma vez mais, preciosa ocasião para muitos jovens reflectirem sobre a própria vocação, abrindo-se a ela com simplicidade, confiança e plena disponibilidade. A Virgem Maria, Mãe da Igreja, guarde o mais pequenino gérmen de vocação no coração daqueles que o Senhor chama a segui-Lo mais de perto; faça com que se torne uma árvore frondosa, carregada de frutos para o bem da Igreja e de toda a humanidade.»
No princípio... o mistério! A história de uma vocação consagrada?!
É sobretudo Deus que a conhece. Na sua dimensão mais profunda, cada vocação consagrada é um grande mistério, é um dom que ultrapassa infinitamente o homem. Experimenta-o claramente cada um de nós, consagrados, durante toda a nossa vida.
Perante a grandeza deste dom, sentimo-nos bem indignos dele. A vocação é o mistério da eleição divina: Não fostes vós que Me escolhestes, fui Eu que vos escolhi e vos nomeei para irdes e dardes fruto, e o vosso fruto permaneça (Jo 15, 16).
E ninguém usurpe esta honra para si; tome-a somente o que é chamado por Deus, como Aarão (Hb 5,4). Antes que fosses formado no ventre da tua mãe, Eu já te conhecia; antes que saísses do seio materno, Eu te consagrei e constituí profeta entre as nações (Jr 1, 5). Estas palavras inspiradas não podem deixar de tocar profundamente cada alma de um, uma consagrada.

Com Maria, aprendemos que o apelo implica uma missão para nós. Como Maria que mesmo grávida, fez a sua primeira viagem missionária levando Jesus até a casa de Zacarias e de Isabel, Ela nos ensina que a vocação é um serviço, uma missão solidária e comprometedora.
Com Maria aprendemos a cantar a fé, a reconhecer as reviravoltas da história e a vibrar com as maravilhas de Deus a favor de seu povo.
Os textos marianos do Novo Testamento, nos ajudam a compor o “retrato vocacional” de Maria com o seu rosto de “mulher” que gerou o Filho de Deus. Esta “mulher” convida-nos a realizar um serviço simples, profundo e eficaz na geração de novas vocações, discípulos, missionárias e missionários do Senhor. Dela, recebemos Jesus que nos conduz ao Pai. Maria é a Mãe do Senhor e nossa Mãe pela qual nos chega a graça da vocação e a obra misericordiosa da salvação. Ela é toda de Deus, mas é também de cada uma de nós chamadas ao seu serviço. Maria traz Deus aos jovens e leva-os até ao autor da vocação.

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Jornada da Juventude, uma grande questão!

Em pleno início da Semana de Oração pelas Vocações, a Diocese de Lisboa, celebrou a sua jornada da Juventude em Alcobaça. Pode-se dizer que os jovens «eram muitos» (cerca de 400), mas a pergunta que me surge é: será que a diocese de Lisboa, tão grande e extensa no seu território, só tenha 400 jovens? Eu não acredito!!! Onde andarão então os jovens? Será que a Igreja já não desempenha um papel importante nas suas vidas a ponto de os congregar e reunir? Como fala a Igreja? Será que fala a mesma linguagem? Das mesmas problemáticas? Ou andará também iludida que diminiu simplesmente a taxa de natalidade e não há nada a fazer?!

Eu estive lá! Gostei da dinâmica do dia (a intenção era boa, muito boa), mas... poucas coisas falavam ao coração daqueles jovens, e os impeliam a novas questões... muito pouco foi feito para os conseguir concentrar, sem os dispersar entre cafés e explanadas circundantes ao Mosteiro.
Cada vez mais sinto a necessidade de falarmos a mesma linguagem, com a mesma enfâse que os jovens nos interpelam; com a mesma radicalidade que Jesus propôs aos seus dicípulos, porque foi isso que os tornou fortes depois da Ressurreição quando cada um queria voltar para a sua vidinha.
Que estamos dispostos a fazer? Que contributo queres dar cada vez que organizas uma actividade com um grupo de jovens? Como queres falar? Como estás disposta a participar? Passiva ou activamente? Será que o teu coração está em «alta tensão» com as cordas de uma viola, que vibram cada vez que as tocas? Ou está frouxo como cordas gastas e velhas de um estendal de roupa?
Desafio-te a retomares a tua vida e a re-começar a viver em ALTA TENSÃO em direcção a Jesus que te chama e interpela!!!
Vem e Vê!!! É o apelo nesta Semana de Oração pelas Vocações!

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Alguém te chama

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Quereis saber...

Quereis saber como se deve amar a Deus?

Respondo: o motivo do amor a Deus é o próprio Deus e a medida de amá-lo é amá-lo sem medida.
Não amamos a Deus sem sermos recompensados, embora não devamos amá-lo pensando em recompensa.
O verdadeiro amor não é sem proveito, mas também não é mercenário, pois não procura seus próprios interesses.
É um movimento do coração, não é um contrato.
Não se pode comprá-lo ou adquiri-lo, por meio de um mercado.
É espontâneo e nos torna espontâneos com ele.
Se alguém ama o outro subordinando-o, é a si mesmo que ele ama, não ao outro.
Bernardo de Claraval

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